Dias de sol inesperados,

de calor acarinhando a minha pele

e luz desenhando sonhos no horizonte.

E só consigo pensar naquela espera nerviosa,

às portas dum mercado já fechado,

atrapada entre as agulhas

do tempo que passava demasiado lento e rápido,

sem que tu apareceres

por muito que os meus olhos estivessem a tua procura.

E dépois já não havia volta atras,

não havia possivilidade de desaparecer na rua,

so te apanhar um bocado de ar

e sentir o bater do meu coração

coma uma bola de lume no meu intérior.

Um verão dentro de mim

que precissava de voltar a sentir.

E parece que o vento da primavera que ja começa

me está a facer sentir do mesmo jeito que então.

Mas desta vez os nervios

tem sabor a felicidade,

por não ter ido embora naquela rua do mercado

e por tu teres ficado quando não conseguia

fazer de cada dia do inverno

uma noite do verão.

 

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