Não gosto dessa rapariga que diz se chamar Vagalume,

do tipo de mulher que virei,
há dias nos que nem me reconhezo quando olho no espelho
e há algo que está a faltar
e coisas que estão a sobrar.
Pode que por isso não me queira como deveria,
porque há mudanças que têm de ser feitas
se quero ficar sem medo ao me olhar.
E só eu posso tornar a ser a mesma de antes,
a do início mesmo,
aquela rapariga que nem se magoaba
nem magoaba a sua outra parte gemea.
Com lágrimas nos olhos tenho saudades de mim mesma
e acredito que ele, tu, meu amor, também tes de estar com medo,
de me ter perdido,
de não me voltar a encontrar,
de não ver ao Vagalume do nosso começo.
Nunca é tarde para mudar,
mais também já há tempo que deijou de ser cedo.
Não chega com pedir desculpa,
não chega com falar,
com te dizer quanto pouco orgulhosa me sinto
das minhas atitudes e do meu comportamento.
Se eu peço para a gente respeitar, confiar e ser consecuente
eu também tenho de fazer o mesmo.
Anuncios