Uma das características mais fermosas

do ser humano é essa essência de puzzle,

a multidisciplinariedade caleidoscopica,

acabar por ser verdadeiros arco-íris

de tons e formas diferentes,

até conformar a imagem total

que fica impressa com a nossa pegada no mundo.

Mas ser puzzles também tem os seus riscos:

desfazer-se e cada peça acabar perdida,

coma se nunca tiver tido propietária,

esquecida nalguma fenda sem memória.

Há tantos elementos do nosso puzzle que desconhecimentos.

É bonita a possibilidade dessa descoberta,

mas tao perigosa ao mesmo tempo,

o fato de não nos chegar a conhezer ao completo por medo…

Acho que me acontece isso com frecuencia.

Um enorme desejo por desenhar e redesenhar as minhas peças

mas ao mesmo tempo o sentimento de desorientação

entre os caminhos que as peças conformam ao se juntarem

e os ocos vazios quando alguém ou eu mesmo as separa.

E então o medo apoderasse da minha imagem,

por eu não ser capaz de voltar a por no seu lugar cada peça desaparecida.

E vago sem propriedade nem nome pelo ar dos rompidos,

tentando arranjar-me.

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