Volta a luz a prencher

os espaços baleiros das ondas do mar,

riscas douradas no océano

que estavam a faltar no porto dos nossos barcos.

A possibilidade de ser faros,

de nos guiar e de orientarnos a nos mesmos.

Ter luz propia para nao nos perder na agua,

energia para avançar em solitário e da mao,

num equilibrio coidadoso

de individualismos e puzzles de várias peças.

Faros que parpadean na noite

a se olhar o um ao outro,

a se buscarem no Atlántico,

para juntar forças e brilhar com mais intensidade,

numa uniao lumínica que

só nosoutros acabariamos por apagar

se esquecemos,

se tomamos o barco errado

em lugar de nos aproximar

as pintas verdes do serán,

nesse refugio que foi nosso desde o início.

Tivemos de perdernos

para voltar a encontrarnos,

na escuridade da noite

que volta a ter luz

(por sermos faros que lutam contra a sua morte).

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