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Há mesmo tantas palavras

que ainda não têm nascido,

tantas sementes de flores

no jardim do meu coração…

Tão só necessito um bocadinho

dessa tua água

para dar vida ao meu interior,

como o efeito que tu tens na fachada

da minha face,

na que cada dia pintas novas letras

para seguir a escrever

um poema que já é nosso.

Eu quero ter esse poder que tu tens,

criar rosas para poder curta-las quando

sejam mulheres maduras

e poder ir tirando os seus beijos vermelhos

pelo corredor do nosso labirinto,

para que aches o meu caminho

e assim nos olhar de novo

baixo a sombra das árvores.

Entre lábios de rosas

e letras da tua pluma,

em uma canção de dobre composição,

partitura em equipa,

de notas Gêmeos e Sagitario

que dançam separadas e unidas,

coma as nossas mãos quando

na noite se buscam.

 

Quero ser jardineira

da poesia que me escreves cada dia.

 

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